Um cenário de RPG livre de sistema

Ruínas de Adamar

Adamar é um mundo brutal e simples.

Brutal porque o frio importa, a fome enfraquece, e um corte mal cuidado deixa marcas que ficam. Não há heróis invulneráveis, nem cura que cabe num frasco, nem lanternas que duram para sempre. As pessoas envelhecem, adoecem e têm medo do escuro por motivos reais.

O que é

Um mundo como o nosso, até não ser

Simples porque, fora isso, é um mundo como o nosso. As pessoas trabalham a terra, se reúnem em volta do fogo, contam histórias, brigam por bobagens, se apaixonam, criam filhos, levantam vilas e festejam quando a colheita chega. A vida acontece entre uma colheita e outra, entre uma partida e um retorno.

A magia existe, mas é rara, temida, frequentemente confundida com superstição. Um mago que solta uma bola de fogo não é o protagonista de uma fantasia colorida: é um boato que atravessa povoados e gera mais medo do que admiração. Os deuses talvez ouçam, ou talvez não. Os monstros das lendas existem em algum canto, mas a maior parte das pessoas nunca chega perto de descobrir.

É um mundo que se parece com a realidade física antes de se permitir qualquer fantasia. Mas se permite.

Como o mundo funciona

Os pilares

Seis conceitos sustentam toda a metafísica de Adamar. Quem entende esses, entende como qualquer coisa pode ou não acontecer no mundo.

Três momentos do mesmo mundo

Três eras

Adamar pode ser jogado em três momentos diferentes. Cada um atende um tipo distinto de campanha e de jogador.

Cenário padrão

Era do Novo Mundo

Cerca de duzentos anos após os antigos reinos chegarem a Roestia, fugindo da Praga Vermelha. O continente é jovem, e por toda parte há ruínas que ninguém reconhece. A Primeira Lua Negra marca a primeira grande incursão documentada de forasteiros. É a era do desbravamento, do mistério e do perigo que se aproxima.

Era da Alta Magia

O futuro utópico. Quinhentos anos depois da guerra que pôs fim às invasões, a barreira foi restaurada, os forasteiros malignos foram expulsos e os amigáveis, acolhidos. O cenário mais próximo da fantasia clássica: um Adamar onde o bem venceu.

Era do Apocalipse

O oposto. Séculos após a Primeira Lua Negra, o mundo lá fora deixou de ser habitável. Os últimos sobreviventes vivem em cavernas, masmorras e minas, e a magia virou ferramenta de sobrevivência. A era dos refugiados e dos cultos isolados.

Personagens

Qualquer personagem cabe

Roestia, o continente onde tudo se passa, é parte de um mapa pensado para ter cerca de 60% do tamanho da Terra. Há geleiras, desertos, florestas tropicais, estepes, arquipélagos, montanhas que ninguém atravessou, costas que ninguém mapeou.

Por isso, qualquer arquétipo cultural humano cabe em Adamar.

Um samurai de uma ilha distante, um cavaleiro de armadura pesada dos reinos de Roestia, um guerreiro do deserto, um caçador das geleiras, um viking de costa fria: todos têm lugar. O cenário só pede coerência. A tecnologia para no nível medieval, a magia segue suas regras, e o personagem precisa fazer sentido no mundo. Dentro disso, há liberdade quase total.

Mapa de Adamar, com o continente de Roestia
O mapa de Adamar

Para jogar

À mesa

Adamar se joga com o sistema que a mesa preferir; as mesas do narrador usam GURPS, e para elas ficam aqui as ferramentas: montar e guardar o personagem, consultar as regras e acompanhar a sessão.

Para ir mais fundo

Recursos

Ruínas de Adamar

A mesa está posta.

O frio, a fome e as ruínas esperam. Falta você.

Jogar